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Crítica | Aladdin | 2019

Avaliação do Usuário: 5 / 5

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aladdin 2019Disney a fábrica de sonhos que é movida por um combustível que é pura magia!!!

“Aladdin” retorna as telas dos cinemas e surpreende e é tão divertido quanto a animação de 1992. De fato, há muita diversão no geral, mas o longa não escapa de equívocos. Entretanto, Aladdin conseguiu surpreender positivamente em tudo que poderia dar errado devido ao fato do cuidado que a Disney vem tendo ao adaptar suas mais antigas obras de animação em Live Action.

Quem viu o desenho clássico da Disney com certeza irá se emocionar com esse live action! Certamente que o orçamento Infinito que o estúdio possui, sem sombras de dúvidas, colabora para que isso ocorra. Todavia, ao trazer Aladdin de volta, a Disney trata de atualizar todos os seus discursos e fazem o que de fato necessitava ser feito. Mais uma vez, a magia da Disney está em Aladdin.

Aladdin abre a grande tela com duas crianças em um singelo barco em alto mar. Subitamente, aparece uma navegação enorme ao lado da sua e elas se surpreendem como se o navio de uma forma magica tivesse aparecido, e não se aproximado aos poucos. A cena me lembrou filmes da “sessão da tarde”, contudo em seguida ela consegue abrir um sorriso em quem realmente desacredita nessa nova versão do filme da Disney, no entanto, alguns segundos depois, quando “Will Smith” começa a cantar "Arabian Nights", a felicidade dos críticos desaparece.

genio

 

A cativante canção – que ganhou merecidos minutos adicionais no longa – é o suficiente para acalmar os desconfiados e trazer de volta aquela nostalgia. O filme teve muitas críticas antes de sua estreia pela forma que foi apresentado ao público pelo trailer, com atuações pobres e um CG do Gênio que aparentava ser um dos piores já feitos. Sendo assim, toda critica do material de divulgação e a incredulidade na qualidade da versão de “Guy Ritchie” fica, então, em segundo plano e percebemos o quanto o mesmo foi subestimado.

A história se desenvolve cerca de 90% igual ao desenho já lançado, mas com algumas nuances diferentes. Apesar de Agrebah ser localizada na Arábia pela história, o filme foi inspirado nos clássicos de Bollywood, com roupas e coloridos indianos que produzem toda uma alegria contagiante a quem assiste.

O protagonista, Aladdin (Mena Massoud), é um ladrão muito habilidoso que usa suas habilidades para sobreviver na cidade de Agrabah. Juntamente com Abu, seu macaquinho companheiro e também ladrão, ele vive uma vida muito humilde, o qual se sente preso e mesmo que ele seja livre, porém ele se vê preso a pobreza e falta de oportunidades.

aladdin mena masosud e naomi scott disney

Todavia, do outro lado temos “Naomi Scott” que fez da “Jasmine” sua própria criação. Como a personagem é apresentada mais diferente da versão de 92, “Scott” teve a oportunidade de produzir uma princesa firme e ambiciosa, vale ressaltar também seu número musical, a única nova faixa da trilha sonora, é simplesmente emocionante. Jasmine é uma princesa, que tem tudo. Entretanto, ela não pode sair do Palácio onde vive e aguarda a chegada de um príncipe para viver uma vida que ela realmente não quer. Ambos vivem presos em suas realidades, onde cada um tem o que o outro deseja. O elenco principal ainda é apoiado por “Nasim Pedrad”, que transmite um humor bem carismático, e “Billy Magnussen”, que brilha fazendo jus, em seus poucos minutos em tela, ambos em personagens novos.

Sem dúvidas foi uma grande responsabilidade do casal protagonista encarnar personagens tão queridos, contudo, pairou sob “Wil Smith” o maior peso nas costas da nova produção. Dar vida ao Gênio, personagem emblemático de “Robin Williams” no longa original, seria um trabalho praticamente impossível, e a escolha do ator para o papel, me arrisco dizer, não poderia ter sido melhor.

“Wil Smith” conseguiu criar sua própria versão do “Gênio”, utilizando piadas retiradas do original e complementando com um comportamento bem bizarro e diferente, certamente se inspirou no de 1992. O estilo do personagem e o ritmo das músicas, enquadrou perfeitamente ao estilo de “Guy Ritchie”, que levou seu estilo grosseiro de direção a um patamar infantil, e produziu um clima super animado e bem cativante.

Uma brecha que encontrei é que o longa foi, um tanto quanto, prejudicado pelo seu vilão "Ja'Far" interpretado por “Marwan Kenzari” o qual não consegue tornar o personagem maléfico e cativante. Também a transformação de Iago em um papagaio praticamente comum faz com o que o longa sofra de um antagonismo de certa forma bem vazio. No desenho animado, Iago transpira um humor ácido, detalhe que falta na nova versão. Apesar de não ter um bom vilão e seu comparsa, o filme chama mais atenção por vários aspectos específicos, ou seja, o elenco, as músicas e as nostalgias, do que no conjunto total da obra.

jafar aladdin

Vale ressaltar que “Aladdin” é certamente infantil, e claro que não poderia deixar de ser. Essa é a base que dita todo o clima da coloração do longa, que traz figurinos de extravagantes e chamativos para sua nobreza, e não seria nenhuma surpresa vermos essa categoria da premiação de um Oscar sendo disputada por “Aladdin”.

Ao sair do cinema veio-me a sensação que “Aladdin” é melhor do que o esperado e que certamente é uma adaptação bem vinda, mágica e divertida.
Assista ao trailer abaixo, não tire conclusões apenas por ele, muito menos por essa crítica, um bom conselho para você hoje, vá ao cinema e “enjoy” Aladdin. Bom filme!!!

Por Lindomar JS

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